Oito. Setenta e cinco sinais. Contava com a ponta do dedo, sem tocar. Da cabeca ao peito. E so na frente. E sentou, resumindo-se no canto da parede, encolhendo as pernas. Olhava agora para si. O cabelo, nunca e sempre baguncado, as unhas constantemente por fazer, o colar jogado no chao de carpete. Sabia, nessas horas, as preocupacoes desnecessarias sao quase sempre inevitaveis, mas refutadas com todas as melhores vontades de nao estragar o momento. Aquele instante entre o acordar e o sono.
Nove. O murmurio, de boca meio tampada a lencol estampado, lembrava que nao era invencao.
A ordem e a mao debaixo da coberta nao deixava duvidas. Esqueceria, em alguns momentos, o relogio, o passarinho, o cabelo, as unhas. Ate o colar, que seria provavelmente achado no proximo domingo de limpeza do quarto. So os sinais continuam, importados. Deita, que eh cedo.
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